quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

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Muitas vezes me pego pensando no que passa na mente das pessoas, e por esses devaneio gasto horas do meu dia, ou no caso, noite.
Eu vejo pessoas que por meses se consideravam meus amigos, e em um repente, seja pelas condições ou pelas influências de outras pessoas, acabo por perceber no tamanho do embaraço da minha situação.

Muitas vezes vejo que as pessoas gostam de aparentar o que não são. Fingir uma pureza, ou fingir um conceito e profundidade em um espírito tão raso. Mostrar valores e requintes, talvez até construir uma outra pessoa, e usá-la como uma máscara impenetrável. É fácil acreditar, mas decepcionante também tentar se aprofundar e perceber o que tem dentro.
Como uma maçã que sobre sua casca coloca a de uma laranja. E não importa, cedo ou tarde descobrirão a farsa.

Vejo pessoas aparentando serem boas de mais ou ruins de mais. Como se a falsa bondade agradasse todos os corações ou a falsa maldade e desprendimento afetivo evitasse que outras pessoas tentem as machucar.

Algumas pessoas olham para mim, e me rotulam como frio, ou como egoísta, ou como até algumas vezes sensível.
E eu faço total questão de admitir as minhas falhas, meus defeitos e qualidades de maneira integral.
E então você passa observar a fundo, e vê que melhor que aquela pessoa que finge ser algo que não é para agradar o mundo, é aquela que senta no fundo de uma sala, um provável cigarro em mãos, e sorrindo não se importa com o que os outros pensariam a seu respeito. Não incomodado com os comentários ofensivos por seu vício, e também não incomodado em tentar agradar, mas peculiarmente, atravessando a cortina de fumaça, e em busca de alguma profundidade ou conceito fixo em uma pessoa, é ali que você encontrará. No fundo, como se sua alma de nada valesse. Quando na verdade ele tem plena convicção do que quer e do que acredita, mas está tão infiltrado em si mesmo ou nos seus objetivos, que prefere deixar os holofotes direcionados para aqueles que precisam de alguma luz para se guiarem.

Porque afinal, precisam saber para onde a maioria dos outros vão para então tomarem uma decisão, enquanto aquele que senta no fundo e que não parece se importar, já sabe exatamente o que fazer. Porque a luz para mostrar uma direção, as lanternas, são itens dispensáveis para aqueles que podem sentir o melhor caminho para si mesmos. E não importa para onde as pessoas vão, ele sequer tem a necessidade de saber. E suas decisões já estão todas tomadas.

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